quinta-feira, 4 de julho de 2013

Joaquim Barbosa voa para ver jogo com dinheiro público

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, usou recursos da Corte para se deslocar ao Rio de Janeiro no final de semana de 2 de junho, quando assistiu ao jogo Brasil e Inglaterra no estádio do Maracanã. O STF diz que a viagem foi paga com a cota que os ministros têm direito, mas não divulgou o valor pago nem qualquer regulamento sobre o uso da cota. O tribunal confirmou à reportagem que não havia na agenda do presidente nenhum compromisso oficial no Rio de Janeiro durante o final de semana do jogo no Maracanã. Barbosa tem residência na cidade e acompanhou o jogo ao lado do filho Felipe no camarote do casal de apresentadores da TV Globo Luciano Huck e Angélica. Segundo a Corte, porém, apenas o ministro viajou de Brasília com as despesas pagas pelo STF. Os voos de ida e de volta foram feitos em aviões de carreira.

Aqui, lixo é lixo. Na Noruega, é energia

Enquanto por aqui sobra lixo nas ruas, morros e rios, a Noruega dá uma lição que deveria clarear a mente de nossos gestores públicos. O país europeu, como havia anunciado, começou a importar resíduos da Irlanda, Suécia e Inglaterra para transformar em energia elétrica. Isso porque a capacidade de suas usinas incineradores é 635 milhões de toneladas por ano e o país produz cerca de 136 milhões de toneladas. As importações incluem resíduos domésticos, hospitalares e industriais. O que se produz de energia a partir do lixo representa metade das necessidades de Oslo, capital norueguesa com cerca de 620 mil habitantes. Queimar lixo, compreenderam os noruegueses, reduz o consumo de combustíveis fósseis, apontados como grandes vilões do aquecimento global. E em Pernambuco? Dezenas de cidades continuam jogando os resíduos em lixões, o que polui o solo, o ar e mananciais indispensáveis para o abastecimento da população. Até os mais importantes municípios do estado, como Recife, Jaboatão e Olinda, engatinham no assunto.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Assassino confesso de Dorothy Stang deixa a prisão no Pará

Condenado a 27 anos de prisão pelo assassinato da missionária Dorothy Stang, em Anapu (PA), em 2005, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales, vulgo Fogoió, deixou nesta terça-feira o Centro de Progressão Penitenciária de Belém (CPPB). Preso há oito anos, Rayfran, assassino confesso da missionária, recebeu benefício da progressão de regime semiaberto para prisão domiciliar por determinação do juiz Cláudio Henrique Lopes Rendeiro, da 1ª Vara de Execuções Penais. De acordo com o magistrado, ele foi beneficiado por apresentar bom comportamento, ter trabalhado e estudado quando preso. O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, vulgo Bida, condenado a 30 anos de prisão por ser o mandante do crime, irá a novo julgamento no dia 19 de setembro deste ano. Em maio deste ano, ele foi beneficiado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou o terceiro júri (ele havia sido condenado em um primeiro e absolvido, no segundo) dele relativo ao assassinato, em 12 de abril de 2010, alegando que houve cerceamento da defesa.

Unasul fará reunião de emergência sobre 'quase sequestro' de Evo Morales

A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) fará uma reunião de emergência na quinta-feira para discutir o que chamou de "quase sequestro" do presidente boliviano, Evo Morales, ao ter tido sua permissão de voo recusada em quatro países europeus após suspeita de que o avião carregava o ex-agente Edward Snowden. O encontro ocorrerá em Cochabamba, na Bolívia, e já tem a confirmação de presidentes de seis países: Bolívia, Equador, Venezuela, Argentina, Uruguai e Suriname.

Exército derruba presidente Morsi e promete transição de poder no Egito

O chefe do exército do Egito, general Abdel Fatah al-Sisi, anunciou nesta quarta-feira (3) a deposição do presidente do país, o islamita Mohamed Morsi, por ele "não ter cumprido as expectativas" do povo. O general, em cadeia nacional de TV, declarou que a Constituição está suspensa temporariamente, durante um período de transição, no qual o governo será exercido por um grupo de tecnocratas. Morsi, primeiro presidente eleito democraticamente no Egito, no ano passado, não admitiu o golpe e pediu a seus partidários e aos líderes militares que "resistam pacificamente", evitando derramamento de sangue. No início da madrugada de quinta, fontes afirmaram que Morsi estava sendo mantido sob custódia domiciliar, e relatavam que havia 300 mandatos de prisão contra militantes da Irmandade Muçulmana, grupo político ao qual ele pertence. Pelo menos 10 pessoas morreram em confrontos em três cidades, segundo a agência estatal Mena, e há mais relatos de violência pelo país. Transição Durante a transição, a presidência fica em mãos do presidente da Corte Constitucional, disse o general, que estava ao lado de líderes militares, autoridades religiosas e figuras políticas. O chefe da corte, Adli Mansour, deve tomar posse como presidente interino na quinta-feira. Durante o período da interinidade, a Constituição vai ser revista por um painel, com vistas à convocação de novas eleições parlamentares e presidenciais. O general disse que o caminho a ser seguido foi acordado com um amplo grupo político, e que será criado um plano de reconciliação nacional, com a presença de grupos jovens, que estava nas ruas desde domingo pedindo a renúncia de Morsi. Ele afirmou que as forças de segurança iriam garantir a paz nas ruas das principais cidades do país, que estavam tomadas por manifestantes oposicionistas e também por partidários do islamita Morsi.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Entenda a crise política no Egito

Palco de uma mudança política desencadeada por uma revolta popular que resultou na renúncia em 2011 do então presidente Hosni Mubarak, na época há 30 anos no poder, o Egito enfrenta dois anos depois novas manifestações populares pela renúncia do atual presidente, Mohamed Morsi. Eleito democraticamente em 2012, Morsi se tornou impopular após suas ações contra o Exército, seu acúmulo de poderes e autoritarismo e o domínio da Irmandade Muçulmana no país.. Novos protestos da oposição e da população se espalharam pelo país, culminando com a exigência de sua renúncia e com um ultimato militar. O Exército exige que as “demandas do povo sejam atendidas”, para a alegria dos opositores que reivindicam a saída de Morsi. Se estas exigências não forem cumpridas no prazo de 48 horas, iniciado nesta segunda-feira (1º), o Exército vai anunciar “medidas para supervisionar a sua implementação”. Apesar do posicionamento do Exército, a oposição declarou não ser favorável a um golpe militar, o que também é negado pelos próprios militares. A Praça Tahir, que foi palco dos principais protestos no período que levou à renúncia de Mubarak, segue ocupada por manifestantes. Em meio à pressão sobre o governo, diversos ministros renunciaram – até a manhã desta terça-feira (2), já são seis os ministros do gabinete do chefe do executivo, Hisham Qandil, que haviam abandonaram o governo – entre eles o chanceler Mohamed Kamel Amr. Os titulares de Turismo, Telecomunicações, Assuntos Legais e Parlamentares, Meio Ambiente e Recursos Hídricos também renunciaram pedindo “a queda do regime”, com a alegação de que Morsi "não respondeu às reivindicações do povo”. Crise anterior Morsi foi eleito em 2012, pouco mais de um ano depois da renúncia de Mubarak, nas primeiras eleições democráticas do país. Mubarak tinha 82 anos e esava há 30 no poder. Ele deixou o poder após 18 dias de violentos protestos de rua que deixaram mais de 300 mortos e 5 mil feridos, em um movimento popular inspirado no levante que derrubou o presidente da vizinha Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali. A manutenção no poder se tornou mais difícil para Mubarak depois que a Irmandade Muçulmana, de Morsi, anunciou seu apoio oficial, e que o presidente dos EUA, Barack Obama, também pressionou pela saída imediata de Mubarak. Líderes da União Europeia se juntaram aos apelos pela renúncia.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

União Europeia recebe a Croácia como seu 28° membro

É na pior crise da União Europeia que a Croácia, o 28º Estado membro da UE, entra num “clube” do qual alguns estão a querer sair. A Croácia é o segundo país da ex-Jugoslávia a entrar na UE depois da Eslovénia em 2004, mas o primeiro grande protagonista da guerra de independência a fazê-lo. As suas fronteiras abrem-se para os 27, mas fecham-se para outros países com quem partilhou o conflito nos Balcãs entre 1991 e 1995. Apesar dos constrangimentos, domingo foi sobretudo marcado pelos festejos. Dezenas de milhares de pessoas juntaram-se à festa em Zagreb, que foi lançada oficialmente com uma frase do Presidente da Comissão Europeia. “Bem-vindos à União Europeia”, afirmou Durão Barroso, citado pela AFP, um pouco antes de começar a soar o hino comunitário, o Hino à Alegria de Beethoven. E acrescentou: “É uma noite histórica. Tornaram a Croácia mesmo o centro da Europa”.