O Parlamento Ucraniano determinou neste sábado (22) a destituição do presidente Viktor Yanukovich, considerado constitucionalmente inábil para prosseguir em suas funções, e marcou novas eleições para o dia 25 de maio. A decisão foi tomada após o presidente deixar Kiev e seguir para o interior do país.
Dos 450 integrantes do Parlamento, 328 apoiaram a moção que considerou Yanukovich impossibilitado de cumprir suas obrigações constitucionais. A votação ocorreu após dezenas de deputados do partido de Yanukovich abandonarem o governo.
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sábado, 22 de fevereiro de 2014
Parlamento ucraniano destitui presidente e marca eleição para maio
O Parlamento Ucraniano determinou neste sábado (22) a destituição do presidente Viktor Yanukovich, considerado constitucionalmente inábil para prosseguir em suas funções, e marcou novas eleições para o dia 25 de maio. A decisão foi tomada após o presidente deixar Kiev e seguir para o interior do país.
Dos 450 integrantes do Parlamento, 328 apoiaram a moção que considerou Yanukovich impossibilitado de cumprir suas obrigações constitucionais. A votação ocorreu após dezenas de deputados do partido de Yanukovich abandonarem o governo.
UFPE planeja campus em Goiana
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) vai apresentar em abril, ao Ministério da Educação, o projeto de um campus em Goiana. A proposta é integrar o mundo acadêmico à nova economia da região, com pesquisas, laboratórios – e especialmente a oferta de cursos relacionados ao polo industrial da Fiat, os principais de graduação e pós-graduação em engenharia automotiva. Se tudo for aprovado, outros cursos e áreas de conhecimento também serão beneficiados, como a farmacoquímica, ligada à fábrica de medicamentos hemoderivados (derivados de sangue), a estatal Hemobrás.
A ideia de levar a UFPE para a Mata Norte já é discutida há algum tempo, mas ganhou corpo. Segundo o reitor da universidade, Anísio Brasileiro, mês que vem a instituição fará uma visita oficial ao prefeito de Goiana, Fred Gadelha, para tratar especificamente da proposta.
“Vamos entregar o projeto ao ministro da Educação, José Henrique Paim, em abril. Se as análises derem certo, em 2015 vamos instalar uma unidade da UFPE em Goiana”, afirma Brasileiro.
A universidade já conta com dois centros acadêmicos fora do Recife. O primeiro foi o de Caruaru, ativo desde março de 2006, com foco no polo de confecções do Agreste e na agroindústria. Lá são ofertados cursos diversos, a exemplo de administração, economia e design. O segundo, em funcionamento desde agosto de 2006, é o de Vitória de Santo Antão, onde são ofertados cursos como enfermagem, nutrição e ciências biológicas.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Primeiro carro fabricado pela Fiat no estado chega ao mercado após março de 2015
O vice-presidente executivo mundial da área de manufatura do Grupo Fiat Chrysler, Steffan Ketter, informou que os trabalhos de construção da primeira unidade da indústria no Nordeste já avançaram 75% e que após o mês de março do próximo ano a empresa colocará no mercado o primeiro automóvel fabricado em Pernambuco.
A partir de 2015, serão produzidas 200 mil unidades anuais, inicialmente destinadas ao mercado interno. O modelo, no entanto, ainda é um segredo guardado a sete chaves. A empresa quer ampliar as fatias de participação no mercado, que chega a 26% no Nordeste e a 22,5% no país.
A fábrica vem sendo implantada no município de Goiana, na Zona da Mata Norte, região tradicionalmente ocupada pela agroindústria açucareira, e onde estão sendo investidos R$ 7 bilhões na implantação do polo automotivo, que gerará um total de sete mil empregos, sendo que três mil na própria indústria e 4 mil no parque de fornecedores. Os números foram anunciados pelo executivo. Ele garantiu que os carros fabricados no estado terão índice de nacionalização de 80%, dos quais 40% serão produzidos em Pernambuco.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Em jogo histórico, Estados Unidos vencem Rússia nas Olimpíadas de Soshi
Rússia e Estados Unidos fizeram neste sábado o duelo mais esperado nesta primeira semana dos Jogos Olímpicos de Sochi. Rivais desde a época da Guerra Fria, se enfrentaram depois de viverem um período de disputa ideológica que perdurou por mais de 40 ano, esse encontro foi adiado desde as Olimpíadas de Moscou na Rússia em 1980 quando os Estados Unidos liderou um boicote que contou com o apoio de vários países, a grande maioria, no entanto, seguiu o exemplo dos EUA e não enviou ninguém aos Jogos - os atletas norte-americanos perderiam o passaporte se tentassem viajar para competir na União Soviética. Os tempos são outros e a Guerra Fria se foi, assim como a União Soviética se dissolveu no fim de 1991. Na porta do Bolshoi Ice Dome, o clima era de paz entre torcedores russos e os poucos americanos que apareceram. Houve até fotos lado a lado tiradas pelos rivais.
O acerto e o erro dos black blocs
O acerto dos black blocs foi no diagnóstico que eles fizeram: sim, é verdade que há uma crise de representatividade do estado. É verdade também que nossos governantes em todos os níveis estão carecendo de legitimidade. É verdade sim que nossa democracia está necessitando de verdadeira democracia. É verdade que uma dúzia de financiadores de campanha controlam as eleições, doando para uma boa parte dos candidatos. É verdade também que nossa polícia está em parte numa crise moral, diante da constatação de que ela está cheia de assassinos e de corruptos, e que essa crise moral abala sua autoridade.
Tudo isso é verdade.
Já o erro dos black blocs foi a estratégia. Não quero ficar discutindo aqui se o uso da violência é ou não moral. Mas, independente da validade moral, é uma tática ruim quando o objetivo é ganhar o apoio da população. Usar violência para conseguir algo que depende da simpatia dos outros não funciona, simples assim. Ainda mais neste mundo de hoje, hiperconectado. Ninguém ganha a opinião pública explodindo coisas.
Essa foi a maior lição da luta por direitos civis nos Estados Unidos dos anos 60, liderada por Martin Luther King Jr. A sacada de King para expor o absurdo do apartheid americano foi usar a tática da “não-violência”, inspirada pela luta da independência da Índia contra os colonizadores britânicos.
“Não-violência” é bem diferente de “pacifismo”. Pacifismo significa ser contra a guerra – qualquer guerra, em qualquer momento. Já não-violência é uma estratégia de luta: significa resistir, recusar-se a colaborar, mas jamais reagir violentamente contra um adversário mais forte e errado. Essa estratégia é dificílima de implementar, porque não é fácil controlar os ânimos de multidões, ainda mais debaixo de cacetada. Mas os resultados são fantásticos: a resistência não-violenta expõe o agressor ao ridículo e conquista muito rápido o apoio do povo.
inspirados por um diagnóstico correto, os black blocs foram dominando as manifestações com uma estratégia errada, determinados a usar a força para combater aqueles que eles consideram seus inimigos: a polícia, os políticos, a mídia tradicional. Essa estratégia não tinha chance de dar certo por dois motivos: 1) eles jamais serão capazes de derrotar o estado pela força e 2) ao tentar isso, eles desmobilizaram o grosso da população e tornaram-se presas fáceis de um contra-ataque baseado na destruição de suas reputações.
Jamais os black blocs deveriam ter saído mascarados às ruas – a opinião pública nunca irá apoiar quem não mostra a cara. Jamais eles deveriam ter permitido depredações ou atos violentos – com isso eles atraíram “apoiadores” que só queriam brigar e quebrar, ou seja, o pior tipo de aliado, mais como cobrar deles se eles montavam um grupo de porta bandeira que recebiam em torno de 150 reais para bater e brigar com quem tivesse na frente da guarda.
O resultado é um impasse, que deixa o Brasil num suspense angustiante. Oito meses depois do início das manifestações, o cenário moral do Brasil é de terra arrasada. Não sobrou quase nada em pé. Os manifestantes são vistos como irresponsáveis e violentos. A polícia revelou-se despreparada e incapaz de fazer seu trabalho (proteger os cidadãos). A reputação dos políticos está abaixo do que se espera deles.Vários personagens da mídia comprometeram sua credibilidade ao entrar no confronto e faltar com a verdade em algumas ocasiões. O governo está calado, e a oposição não tem respostas. A opinião pública está raivosamente dividida.
Estamos num beco sem saída. Só fico torcendo para que a desconfiança generalizada e o ódio que dominou tudo não nos desviem daquela necessidade primeira, a que começou tudo: a necessidade de mudar. Não falo de mudar o partido que está no poder. Falo em mudar a forma de conceber e de dividir o poder. As lideranças capazes de mudar tudo – a política, os partidos, o governo, a polícia, os negócios, a mídia, as ruas – existem. Agora elas precisam aparecer e apontar o caminho para fora dessa crise generalizada. De cara aberta.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Quase todas as populações da Terra são resultado do encontro de povos
Todo mundo tem curiosidade de saber suas origens. Muitos constroem uma árvore genealógica, conseguindo resgatar parentescos distantes, para além de tataravós. Agora, cientistas retrocederam 160 gerações da história dessa grande família que é a humanidade. Juntando análises genéticas de 95 grupos distintos e informações sobre eventos complexos, como a expansão do Império Mongol, eles construíram um atlas das interações humanas ao longo dos últimos 4 mil anos.
Os pesquisadores da Universidade College London constataram que quase todas as populações atuais são o produto de miscigenações que, ao longo dos milênios, ocorreram tanto entre povos vizinhos quanto entre indivíduos separados por milhares de quilômetros de distância. Eles analisaram amostras genéticas de 1.490 indivíduos de 95 populações, de onde catalogaram 474.491 marcadores do DNA. Os dados foram inseridos em um computador, que gerou um algoritmo. A partir daí, calculou-se a época em que grupos diferentes se encontraram, gerando descendentes que carregaram, no DNA, essa miscigenação.
“Muitos pesquisadores estão estudando o DNA humano e a história, e isso tem revelado como as pessoas se espalharam ao redor do globo”, explica o geneticista Garrett Hellenthal, principal autor do estudo. “Essas migrações produziram distintas populações, com pequenas diferenças genéticas entre elas. Quando esses grupos se reuniram por motivos diversos, como novas ondas de migrações ou devido a invasões, e as pessoas tiveram filhos, ocorreram as misturas, que deixaram assinaturas no DNA de cada um. No nosso trabalho, usamos material genético de muitas pessoas de todo o planeta para identificar quando ocorreram essas misturas e quais grupos deram origem a elas”, esclarece Hellenthal.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
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